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Tipo do documento: Dissertação
Título: Pensamento Socrático-Platônico: Liberdade, Tirania e Formação
Título(s) alternativo(s): Sokratisch-platonisches Denken: Freiheit, Tyrannei und Bildung
Autor: Moreira, Diogo de Assis 
Primeiro orientador: Guimarães, Ged
Primeiro membro da banca: Guimarães, Ged
Segundo membro da banca: Ferreira, João Roberto Resende
Terceiro membro da banca: Almeida, José Benedito de
Quarto membro da banca: Barcelo, Simone de Magalhães Vieira
Resumo: Inserida na linha de pesquisa Educação, Escola e Tecnologias do Programa de Pós- Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual de Goiás (PPGIELT – UEG), esta dissertação ousa refletir, a partir do cosmo filosófico socrático-platônico, a tríade Liberdade, Tirania e Formação, compreendendo a Paideia como processo integral de formação da alma (psykhé – ψυχή). Defende-se a hipótese de que a liberdade (eleuthería – ἐλευθερία) é realização interior (endoliberdade), o autogoverno racional das potências anímicas orientado ao Bem (agathón – ἀγαθόν). Em contrapartida, considera-se a tirania como sua negação estrutural, em que a degradação da ordem anímica, ou seja, quando as partes dialéticas da alma subjugam a razão e instauram, no “eu” particular e na pólis, o regime da desmedida e da corrupção daquilo que nos humaniza. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, teórico-bibliográfica e hermenêutica, fundada na leitura erudita e dialógica do corpus socrático-platônico, no qual A República ocupa o núcleo literário e conceitual central. Em torno dela dispõem-se, como obras complementares: Fédon, Fedro, Crátilo, Górgias, Mênon, Protágoras, Timeu, Apologia de Sócrates, Banquete, Teeteto, Parmênides, O Sofista, Hípias Maior e as Cartas VII. De modo episódico, figuram como atravessamentos teóricos Ditos e feitos memoráveis de Sócrates (Memorabilia), de Xenofonte, e A Política, de Aristóteles, que dialogam criticamente com o ideal formativo da Paideia. O estudo também articula-se a comentadores clássicos e modernos, como Werner Jaeger (2013), Giovanni Reale (2022), Jean-Pierre Vernant (2002) e Bertrand Russell (2009), e à filosofia da educação em Coêlho e Guimarães (2012), cuja leitura hodierna propõe ressonância pedagógica à formação em excelência. Não apenas, o eixo alegórico da reflexão é enriquecido por uma constelação simbólica formada por Hesíodo, Homero, Ovídio, Shakespeare, Dostoiévski e Rotterdam, que, em diferentes épocas, dramatizam a tensão entre liberdade, tirania e virtude como dramas universais. O Capítulo 1 examina o ideal da areté (ἀρετή) como núcleo formativo do pensamento de Platão, compreendendo a virtude como excelência ética, moral, política e intelectual que unifica razão, coragem, temperança, prudência e justiça. O Capítulo 2 discute a tirania como degeneração da alma e da pólis, evidenciando o desequilíbrio ético-moral-político que emerge quando a razão é subjugada pelas paixões. O Capítulo 3 desenvolve a concepção endoliberdade, como movimento interior de autodomínio racional que harmoniza as potências da alma e conduz ao Bem. Os princípios conceituais indicam: (i) a centralidade da formação como processo humanizador, na medida em que o movimento (kínēsis – κινήσεω) ascensional do intelecto é o caminho pelo qual a alma se ordena à justa medida (métron – μέτρον) e à justiça (díkē – δίκη); (ii) a tirania como corrupção assimétrica, na alma e na pólis, quando a razão é subjugada por paixões desmedidas; (iii) a liberdade como efeito do domínio da razão (logos – λόγος) sobre os impulsos colérico e apetitivo, participando, quanto for possível, da Ideia universal e, por consequência, da excelência. Conclui-se que a Paideia socrático-platônica nos dá um paradigma formativo para repensar a formação não como acúmulo de conhecimento, mas como educação humanizadora, na qual conhecer, querer e agir se compõem sob o crivo do logos.
Abstract: Eingebettet in die Forschungslinie Bildung, Schule und Technologien des Interdisziplinären Graduiertenprogramms in Bildung, Sprache und Technologien der Universidade Estadual de Goiás (PPGIELT – UEG) unternimmt diese Dissertation den Versuch, aus dem sokratisch-platonischen philosophischen Kosmos heraus die Triade Freiheit, Tyrannei und Bildung zu reflektieren und dabei die Paideia als integralen Prozess der Formung der Seele (psykhḗ – ψυχή) zu begreifen. Vertreten wird die Hypothese, dass Freiheit (eleuthería – ἐλευθερία) eine innere Verwirklichung (Endofreiheit) ist, verstanden als rationale Selbstregierung der seelischen Vermögen, die auf das Gute (agathón – ἀγαθόν) hin orientiert ist. Demgegenüber wird die Tyrannei als ihre strukturelle Negation bestimmt, insofern sie die Degradierung der seelischen Ordnung bezeichnet, das heißt den Zustand, in dem die dialektischen Teile der Seele die Vernunft unterwerfen und im individuellen “Ich” wie auch in der pólis ein Regime der Maßlosigkeit und der Korruption dessen errichten, was uns menschlich macht. Methodologisch handelt es sich um eine qualitative, theoretisch- bibliographische und hermeneutische Untersuchung, gegründet auf eine gelehrte und dialogische Lektüre des sokratisch-platonischen Corpus, in dem Der Staat den literarischen und begrifflichen Kern bildet. Um dieses Werk gruppieren sich ergänzend: Phaidon, Phaidros, Kratylos, Gorgias, Menon, Protagoras, Timaios, Apologie des Sokrates, Symposion, Theaitetos, Parmenides, Der Sophist, Hippias Maior sowie der Siebte Brief. Episodisch treten als theoretische Querbezüge Xenophons Denkwürdigkeiten des Sokrates (Memorabilia) und Aristoteles’ Politik hinzu, die kritisch mit dem formativen Ideal der Paideia in Dialog treten. Die Studie stützt sich zudem auf klassische und moderne Kommentatoren wie Werner Jaeger (2013), Giovanni Reale (2022), Jean-Pierre Vernant (2002) und Bertrand Russell (2009) sowie auf die Bildungsphilosophie von Coêlho und Guimarães (2012), deren zeitgenössische Lektüre eine pädagogische Resonanz der Bildung zur Exzellenz vorschlägt. Darüber hinaus wird die allegorische Achse der Reflexion durch eine symbolische Konstellation bereichert, die Hesiod, Homer, Ovid, Shakespeare, Dostojewski und Erasmus von Rotterdam umfasst, welche in unterschiedlichen Epochen die Spannung zwischen Freiheit, Tyrannei und Tugend als universale Dramen inszenieren. Kapitel 1 untersucht das Ideal der aretḗ (ἀρετή) als formierenden Kern des Denkens Platons und versteht Tugend als ethische, moralische, politische und intellektuelle Exzellenz, die Vernunft, Tapferkeit, Besonnenheit, Klugheit und Gerechtigkeit eint. Kapitel 2 diskutiert die Tyrannei als Degeneration der Seele und der pólis und macht das ethisch-moralisch- politische Ungleichgewicht sichtbar, das entsteht, wenn die Vernunft den Leidenschaften unterworfen wird. Kapitel 3 entfaltet die Konzeption der Endofreiheit als inneren Prozess rationaler Selbstbeherrschung, der die seelischen Vermögen harmonisiert und auf das Gute hinführt. Die konzeptuellen Leitprinzipien lauten: (i) die Zentralität der Bildung als humanisierender Prozess, insofern die aufsteigende Bewegung (kínēsis – κίνησις) des Intellekts der Weg ist, auf dem sich die Seele zur rechten Mitte (métron – μέτρον) und zur Gerechtigkeit (díkē – δίκη) ordnet; (ii) die Tyrannei als asymmetrische Korruption von Seele und pólis, wenn die Vernunft von maßlosen Leidenschaften beherrscht wird; (iii) die Freiheit als Effekt der Herrschaft der Vernunft (logos – λόγος) über die zornhafte und die begehrende Triebkraft, wodurch – soweit möglich – an der universalen Idee und folglich an der Exzellenz teilgehabt wird. Abschließend wird gezeigt, dass die sokratisch-platonische Paideia ein formatives Paradigma bietet, um Bildung nicht als bloße Akkumulation von Wissen zu begreifen, sondern als humanisierende Erziehung, in der Erkennen, Wollen und Handeln unter dem Maßstab des logos zusammengeführt werden
Palavras-chave: Filosofia - Pensamento socrático-platônico
Filosofia - Endoliberdade
Filosofia - Tirania - Formação
Philosophie - sokratisch-platonisches Denken
Philosophie - Endofreiheit
Philosophie - Tyrannei - Bildung
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Estadual de Goiás
Sigla da instituição: UEG
Departamento: UEG ::Coordenação de Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias
Programa: Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-IELT)
Citação: MOREIRA, Diogo de Assis. Pensamento Socrático-Platônico: Liberdade, Tirania e Formação. 2025. 181f. Dissertação( Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias - Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária Anápolis de Ciências Socioeconômicas e Humanas - Nelson de Abreu Junior, Anápólis,GO.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1903
Data de defesa: 9-Dez-2025
Aparece nas coleções:Mestrado em Educação Linguagem e Tecnologias(IELT)

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