@MASTERSTHESIS{ 2026:430764418, title = {Tecnologias, currículo e práticas de uma escola de ensino fundamental em Uruaçu - GO: uma análise crítica das competências digitais}, year = {2026}, url = "http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1904", abstract = "A pesquisa, vinculada à linha de Educação, Escola e Tecnologias do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual de Goiás (PPGIELT-UEG), tem como objetivo analisar a inserção das tecnologias digitais e das competências digitais no contexto escolar, bem como as diretrizes curriculares que as orientam, examinando sua concretização nas práticas pedagógicas de docentes de uma escola pública municipal. A investigação é orientada pelo seguinte problema de pesquisa: qual a percepção das professoras de uma escola pública sobre a inserção da tecnologia prevista nos referenciais curriculares oficiais, considerando os condicionantes sociais, institucionais e formativos que marcam seu cotidiano profissional? Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter exploratório, desenvolvido em uma escola municipal de Uruaçu (GO), envolvendo turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e suas respectivas docentes. A metodologia incluiu questionário, entrevista e análise documental, organizados segundo a Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016), permitindo a articulação entre dados empíricos e categorias analíticas. A compreensão de competência digital desenvolvida neste estudo dialoga com a definição proposta por Ferrari (2012), sem, contudo, assumir plena concordância com seus pressupostos, dadas as origens históricas do próprio termo “competência”, associadas às exigências do sistema capitalista. A discussão crítica sobre tecnologia e sociedade fundamenta- se na filosofia da tecnologia de Feenberg (2010), ao compreender a tecnologia como construção histórica e cultural, cuja racionalidade demanda problematização ética, política e social. Os resultados indicam que o uso das tecnologias digitais nas práticas escolares permanece restrito à função operacional, atuando como recurso de apoio às aulas, o que limita seu potencial de reorganização das relações entre professores, estudantes e conhecimentos, conforme problematiza Gebran (2009). Embora as competências digitais ocupem posição central nos documentos curriculares, sua integração às práticas pedagógicas ocorre de forma pontual, encontrando limites na precariedade da infraestrutura tecnológica e em processos formativos superficiais, pouco articulados às necessidades da escola (Ferrari, 2012). Nesse cenário, a incorporação das tecnologias digitais tende a operar sob uma lógica ideológica, ao serem apresentadas como solução técnica para desafios educacionais complexos, deslocando o debate das condições materiais, formativas e institucionais que atravessam a prática pedagógica (Marx, 2011; Chauí, 2014). Embora 83,3% das participantes tenham realizado cursos de formação, nenhuma avaliou essas experiências como plenamente suficientes, reforçando a necessidade de percursos formativos contínuos, situados e críticos. No cotidiano da sala de aula, predominam o uso de datashow e computadores, associados a jogos, quizzes e vídeos, ainda de maneira restrita. Identificaram-se também riscos relacionados ao uso inadequado das tecnologias, como a dispersão da atenção, evidenciando a urgência de práticas pedagógicas que articulem planejamento, criticidade e intencionalidade docente. Conclui-se que o currículo, constituído sob bases capitalistas e neoliberais, assume caráter instrumental e condiciona a incorporação das tecnologias digitais às práticas pedagógicas, exigindo infraestrutura, políticas de formação e abordagens críticas que evitem sua redução utilitária", publisher = {Universidade Estadual de Goiás}, scholl = {Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-IELT)}, note = {UEG ::Coordenação de Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias} }