@MASTERSTHESIS{ 2025:2069246245, title = {Dialogismo, Normatização Discursiva e a perda do “Direito de Dizer” na padronização das redações do Enem: uma análise do Guia e da Cartilha do Participante}, year = {2025}, url = "http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1898", abstract = "O presente trabalho Dialogismo, normatização discursiva e a perda do “direito de dizer” na padronização das redações do Enem: uma análise do Guia e da Cartilha do Participante vincula-se à linha de pesquisa Cultura, Escola e Formação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Goiás (PPGE-UEG/ Unidade Universitária de Inhumas). O estudo objetiva analisar como as normas discursivas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) influenciam a produção textual e condicionam as possibilidades de expressão dos participantes, considerando as tensões entre práticas institucionais, pedagógicas e letramento crítico. Teoricamente, fundamenta-se em Bakhtin (2003, 2016, 2017) e Volóchinov (2021), que concebem a linguagem como prática social e dialógica, constituída nas relações entre sujeitos e nas condições históricas de produção e dialoga com Street (1984, 1993, 2014), Kleiman (1995) e Soares (2023), que discutem os modelos de letramento e suas implicações pedagógicas para o ensino da escrita. No campo linguístico, a pesquisa apoia-se em Antunes (2009) e em Marcuschi (2008, 2012), para compreender gêneros textuais, produção escrita e o funcionamento da linguagem em contextos reais de uso. Considera-se também o contexto das políticas educacionais para o ensino de Língua Portuguesa, especialmente as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Trata-se de uma investigação qualitativa, fundamentada no materialismo histórico-dialético, com procedimentos de análise documental, textual e discursiva. O corpus incluiu o Guia, a Cartilha do Participante, e duas redações exemplares divulgadas pelo exame. Busca-se responder à seguinte questão: como a normatização discursiva presente no Guia e na Cartilha do Participante do Enem contribui para a padronização das redações e a perda do “direito de dizer” dos estudantes? Os resultados evidenciam que os documentos oficiais do Enem instituem um modelo de escrita pautado na clareza, objetividade e pretensa neutralidade, promovendo a homogeneização discursiva e restringindo o “direito de dizer”, pois moldam o sujeito-escritor segundo parâmetros institucionais que minimizam a expressão de experiências, memórias e perspectivas singulares. Ainda assim, o estudo aponta possibilidades de resistência e construção de um letramento crítico, que reconhece a escrita como prática social e espaço de autoria. Por fim, a pesquisa mostra que a normatização discursiva configura uma forma de violência simbólica ao restringir o posicionamento crítico dos estudantes, mas também revela a necessidade de práticas pedagógicas que ressignifiquem a escrita como espaço de criação, autoria e liberdade, valorizando a diversidade de vozes e a formação ética e cidadã.", publisher = {Universidade Estadual de Goiás}, scholl = {UEG ::Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Educação}, note = {UEG ::Coordenação de Mestrado em Educação} }